7º
ano – Escrever no caderno e estudar.
Revisão
para prova História Bloco I
O
povo berbere
Conhecido como os nômades do
Saara, o povo berbere atravessava o deserto em busca de território. Enfrentando
escassez de água e fortes tempestades de areia, faziam comércio pelos caminhos
onde passavam. Os principais produtos que comercializavam eram sal, ouro,
cobre, vidro, temperos, pedras preciosas e plumas.
Seu principal meio de
transporte eram os camelos e, a bordo desses animais resistentes e adaptáveis,
paravam nos oásis (pequenas regiões férteis no deserto) para descansar e obter
água.
A considerável importância
deste povo para a África deve-se à transmissão de cultura e informação que eles
promoviam durante suas viagens
Os
soninkés ou Império de Gana
Habitantes da parte sul do
deserto do Saara, este povo se organizava em tribos que formavam o império
comandado pelos reis caia-maga. Em conjunto com parentes e amigos, o reis
formavam a nobreza, a quem os habitantes deveriam pagar impostos. Das aldeias,
também vinham soldados e lavradores que trabalhavam nas terras da realeza.
Os soninkés viviam da
agricultura, pesca e criação de animais. Por habitar uma região rica em ouro,
extraíam o minério para troca por outros produtos com o povo Bérbere. Com o
tempo, o Império de Gana, constituído pelos soninkés habitavam, tornou-se uma
área de comércio intenso.
Império
Songai
Estado pré-colonial africano
que habitou, desde o século VIII, a região noroeste da África hoje,
correspondente aos países do Níger, Mali e Burkina Faso. Sua capital era a
cidade de Gao, situada às margens do rio Níger. O grupo étnico que o liderava
era o songai que vivia da pesca, agricultura, pastoreio, comércio de sal e
ouro.
Ao conquistarem o Mali no
século XV, formou um único império. O Império Songai controlou o comércio da
maior parte da África Ocidental entre os séculos XV e XVII. Gao foi conquistada
pelo Império Mali em 1325 e a independência veio, apenas, em 1464.
Reino
de Cuxe (Kush)
Este povo desenvolveu-se na
região nordeste do continente africano, correspondente ao Sudão, entre 2 mil
a.C. e 350 d.C. O reino era governado por um rei e, sob seu comando, dominavam
a metalurgia, além de praticar o comércio marítimo no Mar Vermelho. Viviam da
caça e pesca mas, mais tarde, aprenderam a represar a água para irrigar suas
terras.
Também conhecido como Reino
de Núbia, por muito tempo, foi dominado pelo Egito, civilização de quem recebeu
influência religiosa, política e arquitetônica. Isso é notado pela construção
de templos, palácios e pirâmides às margens do Nilo, além de seu politeísmo.
Suas capitais eram Napata e Méroe.
Os
reinos sudaneses
Os povos que viviam no Sael
(território de savanas ao sul do Saara) eram conhecidos como sudaneses, pois
essa área também era denominada Sudão (Bilad al-Sudan, que em árabe significa
terra dos negros). Eram bons agricultores, plantavam milhete (espécie de milho
de grão miúdo), sorgo (cereal semelhante ao milho), arroz e cereais. Também
caçavam, pescavam e criavam gado. Conheciam a metalurgia, confeccionando pontas
de lanças, enxadas e flechas com o ferro. Habitavam vilas com casas de taipa ou
palha, próximas às terras cultivadas. Organizavam-se em torno de linhagens e
dos conselhos dos anciãos, sendo estes os responsáveis pela resolução das
disputas nas aldeias.
A formação de reinos no
Sudão foi, em certa medida, incentivada pelo comércio transaariano de cereais e
outros produtos agrícolas, além de âmbar, pimenta, marfim e escravos, que eram
trocados por cavalos, sal, cobre, conchas, panos de algodão e tâmaras. As
aldeias que se tornaram pontos comerciais entre os povos do deserto e os do
Sael procuraram controlar esse comércio, passaram a cobrar tributos e
desenvolveram atividades, como a fabricação de utensílios de carga de animais,
manufaturas e hospedagem.
O Estado Islâmico é um grupo
jihadista no Oriente Médio
O Estado Islâmico obriga as
pessoas que vivem nas áreas que controla a se converterem ao islamismo.
O Al- Azhar é considerada a instituição
religiosa mais prestigiada do islã sunita.
O Estado Islâmico (EI), uma
das organizações terroristas mais sanguinárias da atualidade, tem estabelecido
controle sobre vastas regiões do Iraque e da Síria. Entre as ações que os
membros do Estado Islâmico promovem contra as populações das cidades que
ocupam, podemos citar Decapitações, fuzilamento, crucificações, estupro e
carbonização de pessoas vivas.
Em 29 de junho de 2014, Abu
Bark Al-Baghdadi, líder do grupo terrorista sunita Estado Islâmico, declarou-se
califa. O califado almejado por Al-Baghdadi tem por objetivo servir de pretenso
modelo para os muçulmanos, com leis rígidas calcadas na Sharia (Lei Islâmica).
Para sustentar suas pretensões, o Estado Islâmico, além de ter uma estrutura
bélica fortalecida, tem também como principal fonte de renda a venda de petróleo iraquiano.
O Estado Islâmico começou atuando
na Síria, como frente de ataque ao governo de Bashar Al-Assad, depois expandiu
o seu domínio para o Iraque. Em seu início, a que rede terrorista islâmica
estava vinculado o EI a Al-Qaeda.
O fundamentalismo islâmico
do EI horroriza o mundo com diversas cenas de brutalidade, massacre e
agressões. No que se refere aos valores culturais da humanidade presentes no
Oriente Médio, sobretudo na região da Mesopotâmia, onde hoje o EI estende o seu
domínio, as ações desse grupo terrorista têm levado à destruição de todos os monumentos históricos
e obras-primas das antigas civilizações mesopotâmicas.
A África Mediterrânea está
localizada ao norte do deserto do Saara e possui características físicas e
humanas semelhantes às dos países do Oriente Médio. Seu clima é desértico, o
idioma é o árabe e a principal religião é o Islamismo. África do Sul não compõe
a África Mediterrânea.
Através do comércio, os
berberes difundiram sua religião islâmica entre os povos sudaneses.
Sobre o império de Mali
podemos afirmar que foi o maior e mais duradouro império africano.
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