terça-feira, 30 de outubro de 2018

7º ano 30/10/2018



7º ano – Escrever no caderno e estudar.
Revisão para prova História Bloco I

O povo berbere
Conhecido como os nômades do Saara, o povo berbere atravessava o deserto em busca de território. Enfrentando escassez de água e fortes tempestades de areia, faziam comércio pelos caminhos onde passavam. Os principais produtos que comercializavam eram sal, ouro, cobre, vidro, temperos, pedras preciosas e plumas.
Seu principal meio de transporte eram os camelos e, a bordo desses animais resistentes e adaptáveis, paravam nos oásis (pequenas regiões férteis no deserto) para descansar e obter água.
A considerável importância deste povo para a África deve-se à transmissão de cultura e informação que eles promoviam durante suas viagens
Os soninkés ou Império de Gana
Habitantes da parte sul do deserto do Saara, este povo se organizava em tribos que formavam o império comandado pelos reis caia-maga. Em conjunto com parentes e amigos, o reis formavam a nobreza, a quem os habitantes deveriam pagar impostos. Das aldeias, também vinham soldados e lavradores que trabalhavam nas terras da realeza.
Os soninkés viviam da agricultura, pesca e criação de animais. Por habitar uma região rica em ouro, extraíam o minério para troca por outros produtos com o povo Bérbere. Com o tempo, o Império de Gana, constituído pelos soninkés habitavam, tornou-se uma área de comércio intenso.
Império Songai
Estado pré-colonial africano que habitou, desde o século VIII, a região noroeste da África hoje, correspondente aos países do Níger, Mali e Burkina Faso. Sua capital era a cidade de Gao, situada às margens do rio Níger. O grupo étnico que o liderava era o songai que vivia da pesca, agricultura, pastoreio, comércio de sal e ouro.
Ao conquistarem o Mali no século XV, formou um único império. O Império Songai controlou o comércio da maior parte da África Ocidental entre os séculos XV e XVII. Gao foi conquistada pelo Império Mali em 1325 e a independência veio, apenas, em 1464.

Reino de Cuxe (Kush)
Este povo desenvolveu-se na região nordeste do continente africano, correspondente ao Sudão, entre 2 mil a.C. e 350 d.C. O reino era governado por um rei e, sob seu comando, dominavam a metalurgia, além de praticar o comércio marítimo no Mar Vermelho. Viviam da caça e pesca mas, mais tarde, aprenderam a represar a água para irrigar suas terras.
Também conhecido como Reino de Núbia, por muito tempo, foi dominado pelo Egito, civilização de quem recebeu influência religiosa, política e arquitetônica. Isso é notado pela construção de templos, palácios e pirâmides às margens do Nilo, além de seu politeísmo. Suas capitais eram Napata e Méroe.
Os reinos sudaneses
Os povos que viviam no Sael (território de savanas ao sul do Saara) eram conhecidos como sudaneses, pois essa área também era denominada Sudão (Bilad al-Sudan, que em árabe significa terra dos negros). Eram bons agricultores, plantavam milhete (espécie de milho de grão miúdo), sorgo (cereal semelhante ao milho), arroz e cereais. Também caçavam, pescavam e criavam gado. Conheciam a metalurgia, confeccionando pontas de lanças, enxadas e flechas com o ferro. Habitavam vilas com casas de taipa ou palha, próximas às terras cultivadas. Organizavam-se em torno de linhagens e dos conselhos dos anciãos, sendo estes os responsáveis pela resolução das disputas nas aldeias.
A formação de reinos no Sudão foi, em certa medida, incentivada pelo comércio transaariano de cereais e outros produtos agrícolas, além de âmbar, pimenta, marfim e escravos, que eram trocados por cavalos, sal, cobre, conchas, panos de algodão e tâmaras. As aldeias que se tornaram pontos comerciais entre os povos do deserto e os do Sael procuraram controlar esse comércio, passaram a cobrar tributos e desenvolveram atividades, como a fabricação de utensílios de carga de animais, manufaturas e hospedagem.
O Estado Islâmico é um grupo jihadista no Oriente Médio
O Estado Islâmico obriga as pessoas que vivem nas áreas que controla a se converterem ao islamismo.
 O Al- Azhar é considerada a instituição religiosa mais prestigiada do islã sunita.
O Estado Islâmico (EI), uma das organizações terroristas mais sanguinárias da atualidade, tem estabelecido controle sobre vastas regiões do Iraque e da Síria. Entre as ações que os membros do Estado Islâmico promovem contra as populações das cidades que ocupam, podemos citar Decapitações, fuzilamento, crucificações, estupro e carbonização de pessoas vivas.
Em 29 de junho de 2014, Abu Bark Al-Baghdadi, líder do grupo terrorista sunita Estado Islâmico, declarou-se califa. O califado almejado por Al-Baghdadi tem por objetivo servir de pretenso modelo para os muçulmanos, com leis rígidas calcadas na Sharia (Lei Islâmica). Para sustentar suas pretensões, o Estado Islâmico, além de ter uma estrutura bélica fortalecida, tem também como principal fonte de renda  a venda de petróleo iraquiano.
O Estado Islâmico começou atuando na Síria, como frente de ataque ao governo de Bashar Al-Assad, depois expandiu o seu domínio para o Iraque. Em seu início, a que rede terrorista islâmica estava vinculado o EI a Al-Qaeda.
O fundamentalismo islâmico do EI horroriza o mundo com diversas cenas de brutalidade, massacre e agressões. No que se refere aos valores culturais da humanidade presentes no Oriente Médio, sobretudo na região da Mesopotâmia, onde hoje o EI estende o seu domínio, as ações desse grupo terrorista têm levado  à destruição de todos os monumentos históricos e obras-primas das antigas civilizações mesopotâmicas.
A África Mediterrânea está localizada ao norte do deserto do Saara e possui características físicas e humanas semelhantes às dos países do Oriente Médio. Seu clima é desértico, o idioma é o árabe e a principal religião é o Islamismo. África do Sul não compõe a África Mediterrânea.
Através do comércio, os berberes difundiram sua religião islâmica entre os povos sudaneses.
Sobre o império de Mali podemos afirmar que foi o maior e mais duradouro império africano.

Nenhum comentário:

Postar um comentário