6º ano
Escrever no caderno e estudar.
Germanos e bizantinos:
Germanos
Originados na região norte
da Europa,
os germanos são
considerados uma população indo-europeiaque
faz uso de idiomas indo-europeus germânicos. A origem destes povos tem data no
ano de 1800 a. C. De acordo com alguns historiadores, os primeiros
representantes desta população surgiram na planície norte da Alemanha e depois
migraram para o local onde atualmente encontram-se a região Sul da Suécia e a
Dinamarca (Escandinávia).
Nestas localizações, havia um clima favorável e ocorreu a síntese entre povos
nativos provindos da região do Danúbio, dando origem aos proto-germanos.
Durante
o período que abrange os anos 2000 e 1800 a. C., os proto-germanos,
introdutores da agricultura e da cerâmica na região, entraram em contato com
outros povos da fatia oriental da Europa. Desta forma, passaram por uma
transformação em que adquiriram a cultura da metalurgia(bronze),
atividades de pastoreio, estrutura social com caráter patriarcal,
a prática do sepultamento dos mortos, um dos primeiros rituais de culto aos
falecidos. Os germanos foram obrigados a partir para outras áreas durante o
primeiro milênio a. C. Isso ocorreu devido chegada dos celtas e
das alterações drásticas no clima.
Durante o século V a.C.,
os germanos dividiram-se em dois grupos: ocidentais e orientais. Os primeiros
foram responsáveis pela imagem bárbara que
este povo ganhou ao entrar em contato com os romanos. Pelo lado dos orientais,
os povos que ficaram conhecidos pelo seu poderio foram os visigodos, ostrogodos, burgúndios e vândalos.
Entre suas principais características, destacam-se as bélicas. Utilizavam
armamentos eficazes e possuíam cavalaria pesada. Entre as armas, as principais
eram a espada de dois gumes, a lança e o escudo redondo. Apesar das inúmeras
diferenças entre as tribos, os germanos eram, em sua maioria, camponeses e
guerreiros.
No
campo religioso, os germanos eram adoradores de fenômenos naturais como raios,
trovões, a lua e o sol. Entre seus deuses, podem ser citados: Thor, que
protegia os camponeses e lançava raios, Wothan, senhor das guerras, do comércio
e dos mortos e Tiwaz, que comandava assembleias e dominava o céu. Os germanos
acreditavam na existência de vida depois da morte. Para eles, os guerreiros
mortos na guerra atingiam o paraíso, chamado de Walhalla. Já os que morriam
devido a doenças ou velhice iam para o Hell (inferno). No caso das mulheres,
após deixarem a vida, iam para um palácio onde encontravam a deusa Freyla.
Império Bizantino
Um dos impérios mais importantes da história foi
o Império
Bizantino, que nasceu no século IV quando o Império Romano dava sinais
da queda de seu poder, principalmente por conta das invasões bárbaras nas suas
fronteiras. Diante de tantos problemas, o Imperador Constantino transferiu a
capital do seu império para a cidade do Oriente, Bizâncio, a qual mais tarde passou a ser chamada de
Constantinopla. Apesar de essa mudança significar a queda do poder no Ocidente,
a localização do novo lugar facilitava bastante o comércio da região, já que
ficava entre o Mar Negro e o Mar Mármara, o que favoreceu muito a restauração
da cidade e chegou a transformá-la em uma Nova Roma.
Veja agora, um resumo sobre o Império Bizantino e suas
principais características.
O governo de Justiniano
Mesmo com a bonança
no comércio, o auge do Império só foi atingido durante o governo do Imperador
Justiniano. Ele visava a reconquista do poder do Império Romano que
havia sido perdido e acabou sendo um legislador que mandou as leis romanas
serem compiladas desde a República até o Império. Justiniano também combateu as
heresias, sempre buscando dar unidade ao cristianismo, afinal isso facilitaria
a monarquia.
Divisão da sociedade do Império Bizantino
A sociedade bizantina
era uma hierarquia. Confira a seguir a sua organização:
·
No topo encontrava-se o Imperador e sua
família;
·
Logo abaixo, ficava a nobreza, que era
formada pelos assessores do Imperador;
·
Em seguida, o alto clero, que era
privilegiado com sua posição hierárquica;
·
Depois vinha a elite, que era composta
de fazendeiros, comerciantes e donos de oficinas artesanais;
·
Havia uma camada média da sociedade
formada por pequenos agricultores, baixo clero e trabalhadores de oficinas de
artesanato;
·
A maior parte era formada pelos pobres
camponeses que ganhavam pouco e tinham de pagar altas taxas de impostos.
Religião, crise e tomada de Constantinopla
Os caminhos
religiosos do Império Bizantino eram os mesmos da sociedade romana, ou seja,
o Cristianismo era a doutrina seguida. Era costume fazer várias
manifestações artísticas representando Cristo e os santos para que os fiéis
adorassem essas imagens, o que enriquecia os monges e os dava grande poder de
manipulação sobre a sociedade. Todo esse poder incomodou o governo, que passou
a proibir a veneração de imagens, com exceção da de Jesus, e a pena de morte
foi decretada para aqueles que insistissem em adorar os objetos. Isso gerou uma
pequena guerra civil conhecida como A Questão Iconoclasta.
Quando Justiniano veio a falecer, o Império Bizantino ficou a mercê de
várias invasões que começaram a gerar muitos problemas para a capital,
começando assim a sua queda. Com o passar do tempo, Constantinopla se
encontrava ainda mais enfraquecida e o império acabou se dividindo em
diferentes cidades feudais. A cidade teve sua queda definitiva no ano de 1453,
após a invasão dos turcos.
Escrever e responder no caderno:
A partir de 406, povos
germânicos, vindos do norte e do centro da Europa, entraram nos territórios
romanos, muitos fugindo dos ataques dos hunos, um povo vindo das regiões
orientais e que tinha forte tradição guerreira.
No ano de 476, um dos povos
germânicos, os hérulos, depôs o imperador do Ocidente Rômulo Augústulo. Alguns
historiadores consideram que esse fato marcou a queda de Roma e o início, na
Europa Ocidental, do que chamam de Idade Média.
Em razão da crise econômica, as
cidades foram se esvaziando. Roma, por exemplo, que tinha mais de 1 milhão de
habitantes no auge do império contava com 300 mil quando a crise se agravou.
Várias mudanças contribuíram para que essas pessoas migrassem para o campo.
- A dificuldade de obter trabalho
nas cidades devido à diminuição da atividade econômica (crise do comércio, da
produção artesanal e a escassez de metais).
- Os saques realizados por
bárbaros e assaltantes, que tornavam as cidades inseguras (nas cidades
costeiras, houve também a ação de piratas).
A maior parte da população urbana
mudou-se para o campo em busca de abrigo, trabalho e proteção.
Além de homens livres, muitos
escravos (livres e fugitivos) se refugiaram nos campos. A partir de então, a
sociedade efetivamente se ruralizou, ou seja, instaurou-se em modo de vida em
que a condição social das pessoas passou a ser determinada pela relação que
tinham com a terra.
11. Responda:
a) O que fez os povos germânicos
entrarem nos territórios romanos?
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b) o que contribuiu para que as
pessoas fugissem para o campo?
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1) Roma, de simples cidade-estado, transformou-se na capital do país e
mais duradouro dos impérios conhecidos. Assinale a alternativa diretamente
relacionada com o declínio e queda do Império Romano:
(a) Triunfo do cristianismo e urbanização do campo.
(b) Estabilização das fronteiras e crescente oferta de mão de obra.
(c) Barbarização do exército e crise no modo de produção escravista.
(d) Ensino democrático e aumento dos privilégios das classes superiores.
2) Sobre a ruralização da economia ocorrida durante a crise do Império
Romano, podemos afirmar que:
(a) foi consequência da crise econômica e da insegurança provocada pelas
invasões dos bárbaros.
(b) foi a causa principal da falta de escravos.
(c) proporcionou ao Estado a oportunidade de cobrar mais eficientemente
os impostos.
(d) incentivou o crescimento do comércio.
3) Em relação ao Império Bizantino, é certo afirmar que:
(a) o governo era ao mesmo tempo teocrático e liberal.
(b) o Estado não tinha influência na vida econômica.
(c) o comércio era sobretudo marítimo.
(d) o Império Bizantino nunca conheceu crises sociais.
4) O Império Bizantino, ao longo de sua história, apresentou um governo
que se caracterizou por:
(a) apresentar um caráter despótico associado à grande influência
religiosa.
(b) procurar eliminar suas origens romanas e por restringir o poder dos
soberanos.
(c) proporcionar condições sociais que possibilitaram eliminar, desde
suas origens, o problema da escravidão.
(d) controlar, chegando a eliminar completamente, o poder da burocracia
no Estado.
5) No período de 532 ocorreu em Constantinopla uma revolta, consequência
da insatisfação popular contra a opressão geral dos governantes e os enormes
tributos, essa revolta ficou conhecida como:
(a) Revolta tributária.
(b) Revolta de Constantinopla.
(c) Fim ao tributo.
(d) Revolta de Nika.
6) A religião oficial do império bizantino era:
(a) o islamismo.
(b) o cristianismo.
(c) o budismo.
(d) o judaísmo.
7) Explique o que foi o movimento iconoclasta, ocorrido no Império
Bizantino.
8) Na origem do chamado “Cisma do Oriente”, pode-se apontar corretamente
que:
(a) as desavenças entre os membros da hierarquia católica e o Imperador
bizantino diziam respeito à cobrança das indulgências e à corrupção dos bispos.
(b) significou o aparecimento de inúmeras seitas “reformadas”, que se
desligaram da Igreja romana.
(c) no Império Bizantino, a Igreja era submetida ao Imperador e promovia
um excessivo culto aos ídolos e às imagens.
(d) em Bizâncio, ao contrário do cristianismo ocidental, as imagens e os
ídolos dos santos não eram objetos de adoração e culto.
9) Uma das artes que mais se destacou no império bizantino foi:
(a) a arte em mosaicos.
(b) a arquitetura.
(c) as esculturas em barro.
(d) a costura.
10) Assinale a alternativa que traz o motivo da queda do Império
Bizantino:
(a) A perda de território bizantino para os árabes.
(b) O baixo comércio pelo mar Mediterrâneo e seu consequente
descontrole.
(c) O pouco investimento militar na defesa do império e a crise
econômica.
(d) Os enormes gastos militares para defender as fronteiras e os sucessivos ataques de turcos-otomanos
que conquistaram Constantinopla.