A
historiografia sobre a colonização da América costuma realçar as peculiaridades
da colonização britânica nas colônias do Norte. As diferenças, entretanto, em relação
às colonizações portuguesa e inglesa não são absolutas, pois o sentido de
missão religiosa estava presente nas duas modalidades de colonização,
refletindo a ainda forte presença do misticismo no mundo europeu.
O ano de 1492 foi
crucial não só pela chegada de Colombo à América, como também pela conclusão da
unidade da monarquia espanhola levada adiante pelos reis católicos com a
conquista de Granada, último reduto muçulmano na península.
A
adoção de rígidas normas fixadas para o comércio colonial, como a aplicação do
sistema de portos únicos e a utilização do sistema de frotas anuais (duas) que transportavam
as mercadorias provenientes da metrópole e conduziam na viagem de retorno a
produção colonial, foi uma característica da colonização espanhola na América.
O
número de africanos desembarcados no Brasil devido ao tráfico negreiro, foi o
maior, ao se compararem os dados da América Britânica e os Estados Unidos. Uma
das explicações para essa diferença é que no Brasil, prevaleceu o projeto de
abastecimento da mão de obra escrava por meio do tráfico negreiro; nos Estados
Unidos, predominaram as fazendas onde ocorria a reprodução escrava.
“Em
determinados períodos da História, há mudanças significativas que acontecem em
curto espaço de tempo. Foi assim no início do século XIX, mais precisamente
entre 1808 e 1824, na América de colonização espanhola” (PRADO, Maria Ligia;
PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014. p.
25). As autoras, neste trecho em particular, estão se referindo a que
conjuntura, especificamente as diferentes porções do continente americano e à
decorrente formação de estados nacionais republicanos naquele vasto território.
República
ou monarquia? Esse dilema esteve presente em todo o processo de Independência
do Brasil. Mas a monarquia acabou sendo o sistema adotado em terras
brasileiras, ao contrário do que ocorreu em outras nações americanas, pois,
para essas novas nações surgidas na América espanhola, a república significava
um rompimento maior com a metrópole e a fragmentação do antigo império
colonial.
As
revoluções de independência na América hispânica foram, ao mesmo tempo, um
conflito militar, um processo de mudança política e uma rebelião popular. São
características dos processos de independência nas ex-colônias espanholas na
América o descontentamento com o domínio colonial e a agregação de grupos que
expressavam a heterogeneidade étnica, regional, econômica e cultural do
continente.
Na
América portuguesa, as irmandades eram espaços de auxílio mútuo, em caso de
doença, enterro e assistência a órfãos e viúvas, e de arrecadação de recursos
para alforria, servindo também para manter traços das culturas africanas, como
forma de resistência à sociedade escravocrata.
Os
povos pré-colombianos, habitantes do continente americano, formaram sociedades
complexas com diversas características sociais: - A construção de canais de
irrigação levava as águas dos rios até as áreas de plantio. Os astecas também
criaram os chinampas, ilhas artificiais sobre a água dos lagos, onde os astecas
cultivavam flores e hortaliças.
- A civilização asteca
desenvolveu-se principalmente onde hoje se localiza o território mexicano. A
própria bandeira do México tem no centro uma imagem mitológica creditada aos
astecas.
- A guerra era um
elemento sagrado para alguns dos povos pré-colombianos, pois garantia
prisioneiros que serviam de oferendas para os deuses cultuados.
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