terça-feira, 18 de setembro de 2018

REVISÃO: Avaliação de História 7º ano

Data: 18/09/2018


A historiografia sobre a colonização da América costuma realçar as peculiaridades da colonização britânica nas colônias do Norte. As diferenças, entretanto, em relação às colonizações portuguesa e inglesa não são absolutas, pois o sentido de missão religiosa estava presente nas duas modalidades de colonização, refletindo a ainda forte presença do misticismo no mundo europeu.
O ano de 1492 foi crucial não só pela chegada de Colombo à América, como também pela conclusão da unidade da monarquia espanhola levada adiante pelos reis católicos com a conquista de Granada, último reduto muçulmano na península.
A adoção de rígidas normas fixadas para o comércio colonial, como a aplicação do sistema de portos únicos e a utilização do sistema de frotas anuais (duas) que transportavam as mercadorias provenientes da metrópole e conduziam na viagem de retorno a produção colonial, foi uma característica da colonização espanhola na América.
O número de africanos desembarcados no Brasil devido ao tráfico negreiro, foi o maior, ao se compararem os dados da América Britânica e os Estados Unidos. Uma das explicações para essa diferença é que no Brasil, prevaleceu o projeto de abastecimento da mão de obra escrava por meio do tráfico negreiro; nos Estados Unidos, predominaram as fazendas onde ocorria a reprodução escrava.
“Em determinados períodos da História, há mudanças significativas que acontecem em curto espaço de tempo. Foi assim no início do século XIX, mais precisamente entre 1808 e 1824, na América de colonização espanhola” (PRADO, Maria Ligia; PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014. p. 25). As autoras, neste trecho em particular, estão se referindo a que conjuntura, especificamente as diferentes porções do continente americano e à decorrente formação de estados nacionais republicanos naquele vasto território.
República ou monarquia? Esse dilema esteve presente em todo o processo de Independência do Brasil. Mas a monarquia acabou sendo o sistema adotado em terras brasileiras, ao contrário do que ocorreu em outras nações americanas, pois, para essas novas nações surgidas na América espanhola, a república significava um rompimento maior com a metrópole e a fragmentação do antigo império colonial.
As revoluções de independência na América hispânica foram, ao mesmo tempo, um conflito militar, um processo de mudança política e uma rebelião popular. São características dos processos de independência nas ex-colônias espanholas na América o descontentamento com o domínio colonial e a agregação de grupos que expressavam a heterogeneidade étnica, regional, econômica e cultural do continente.
Na América portuguesa, as irmandades eram espaços de auxílio mútuo, em caso de doença, enterro e assistência a órfãos e viúvas, e de arrecadação de recursos para alforria, servindo também para manter traços das culturas africanas, como forma de resistência à sociedade escravocrata.
Os povos pré-colombianos, habitantes do continente americano, formaram sociedades complexas com diversas características sociais: - A construção de canais de irrigação levava as águas dos rios até as áreas de plantio. Os astecas também criaram os chinampas, ilhas artificiais sobre a água dos lagos, onde os astecas cultivavam flores e hortaliças.
- A civilização asteca desenvolveu-se principalmente onde hoje se localiza o território mexicano. A própria bandeira do México tem no centro uma imagem mitológica creditada aos astecas.
- A guerra era um elemento sagrado para alguns dos povos pré-colombianos, pois garantia prisioneiros que serviam de oferendas para os deuses cultuados.



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