Revisão
de História
Os portugueses chegaram ao território, depois
denominado Brasil, em 1500, mas a administração da terra só foi organizada em
1549.
As
forças e atenções dos portugueses convergiam para o Oriente, onde vitórias
militares garantiam relações comerciais
lucrativas.
Enquanto os
portugueses escutavam a missa com muito "prazer e devoção", a praia
encheu-se de nativos. Eles sentavam-se lá surpresos com a complexidade do
ritual que observavam ao longe.
Quando D. Henrique acabou a pregação, os indígenas se ergueram e começaram a soprar conchas e buzinas, saltando e dançando (...)Este contato amistoso entre brancos e índios foi preservado até o início da colonização quando o índio, vitimado por doenças, escravidão e extermínio, passou a ser descrito como sendo selvagem, indolente e canibal.
Quando D. Henrique acabou a pregação, os indígenas se ergueram e começaram a soprar conchas e buzinas, saltando e dançando (...)Este contato amistoso entre brancos e índios foi preservado até o início da colonização quando o índio, vitimado por doenças, escravidão e extermínio, passou a ser descrito como sendo selvagem, indolente e canibal.
“São esses canibais que conhecerão com Montaigne uma consagração duradoura. Tornam-se a má-consciência da civilização, seus juízes morais, a prova de que existe uma sociedade igualitária, fraterna, em que o Meu não se distingue do Teu, ignorante do lucro e do entesouramento, em suma, a da Idade de Ouro. Suas guerras incessantes, não movidas pelo lucro ou pela conquista territorial, são nobres e generosas.”
O trecho acima se refere ao
impacto que a figura de certos índios canibais brasileiros teve sobre os
europeus no século XVI e, em especial, sobre o pensador francês Michel de
Montaigne. Os índios canibais de que Montaigne teve notícia à época eram os
tupinambá.
Durante o século XIX, começaram as primeiras tentativas de construção de uma identidade brasileira e de uma tentativa de se saber “qual era o lugar do Brasil na História”. A literatura do Romantismo, datada desse período, participou desse empreendimento. Uma das obras de maior destaque que integraram esse gênero indigenista foi “O Guarani”, de José de Alencar.
Os Índios s viviam em aldeias formadas por grandes casas, cada uma delas habitada por dezenas de pessoas ligadas pelo casamento e parentesco. Embora não tivessem chefes formais, os seus grandes guerreiros detinham um enorme prestígio, o que lhes permitia alguns privilégios, como o de possuírem várias esposas.
Alguns desses
povos, como os Potiguara da Paraíba, ofereceram grande resistência à
colonização portuguesa, enquanto outros, como os Tupiniquim de São Paulo,
apoiaram os europeus em suas guerras contra outros povos tupis. Os portugueses
utilizaram muito bem as rivalidades entre os índios como arma de conquista.
Os primitivos habitantes do Brasil foram vítimas do processo colonizador. O europeu, com visão de mundo calcada em preconceitos, menosprezou o indígena e sua cultura. A acreditar nos viajantes e missionários, a partir de meados do século XVI, há um decréscimo da população indígena, que se agrava nos séculos seguintes. Os fatores que mais contribuíram para o citado decréscimo foram as epidemias introduzidas pelo invasor europeu e a escravidão dos índios.
Com relação aos indígenas brasileiros, pode-se afirmar que os primitivos habitantes do Brasil viviam na etapa paleolítica do desenvolvimento humano.
Os Tupinikim, uma das maiores nações indígenas brasileiras, possuíam as seguintes características no período colonial: Viviam da pesca, da caça, da coleta de frutos e raízes proporcionada pelas florestas e matas; Tiveram suas manifestações culturais, tradições e ritos cerceados, nas regiões onde foram encampados pelos aldeamentos jesuítas; Ocupavam parte do litoral brasileiro, na faixa compreendida entre o sul da Bahia e o Paraná.
“A língua de que
[os índios] usam, toda pela costa, é uma: ainda que em certos vocábulos difere
em algumas partes; mas não de maneira que se deixem de entender. (...) Carece
de três letras, convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna
de espanto, porque assim não tem Fé, nem Lei, nem Rei, e desta maneira vivem
desordenadamente (...)." Assim a partir doo texto podemos perceber: A desorganização social dos indígenas
se refletia no idioma; A diferença cultural entre nativos e colonos era
atribuída à inferioridade do indígena; A língua dos nativos era caracterizada
pela limitação vocabular.
Os vestígios dos povos Tupi-guarani encontram-se desde as Missões e o rio da Prata, ao sul, até o Nordeste, com algumas ocorrências ainda mal conhecidas no sul da Amazônia. A leste, ocupavam toda a faixa litorânea, desde o Rio Grande do Sul até o Maranhão. A oeste, aparecem (no rio da Prata) no Paraguai e nas terras baixas da Bolívia. Evitam as terras inundáveis do Pantanal e marcam sua presença discretamente nos cerrados do Brasil central. De fato, ocuparam, de preferência, as regiões de floresta tropical e subtropical.
Os povos indígenas citados possuíam tradições
culturais específicas que os distinguiam de outras sociedades indígenas e dos
colonizadores europeus. Entre as tradições tupi-guarani, destacava-se a ritualização da
guerra entre as tribos e o caráter semissedentário de sua organização social.
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